Estudo fala sobre relação da deficiência de vitamina D com câncer de próstata

De acordo com dados do INCA, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, e é aproximadamente duas vezes mais comum em homens negros se comparados aos brancos.  O estudo “Vitamin D Deficiency Predicts Prostate Biopsy Outcomes” (Deficiência de vitamina D prevê resultados da biópsia de próstata), publicado este mês no periódico Clinical Cancer Research da American Association for Cancer Research, sugere uma relação entre baixos níveis de vitamina D e etnia a um maior risco de câncer de próstata.

A pesquisa avaliou dados de 667 homens, de 40 a 79 anos, entre 2009 e 2013, que tiveram alguma anormalidade nos exames iniciais e passaram pela biópsia. Com um exame de sangue foi possível determinar os níveis de vitamina D (25-OH D) dos pacientes. Os resultados apontaram que baixos níveis de vitamina D estavam associados com pontuações mais altas na escala Gleason – exame que pontua o câncer de próstata baseada em sua aparência microscópica; valores mais altos estão relacionados a piores prognósticos – e estágio mais avançado do tumor.

Também foi observado que os níveis médios de 25-OH D de afro-americanos eram muito mais baixos do que a de euro-americanos, e que baixos níveis de vitamina D estavam associados ao alto grau da doença na biópsia de homens negros. Pessoas com pele mais escura precisam passar mais tempo no sol para sintetizar a vitamina D. Os pesquisadores dizem que isso pode explicar porque os afro-americanos parecem ter maior risco de diagnóstico de câncer de próstata e uma forma mais agressiva da doença.  Diversos estudos têm ligado o estilo de vida moderno, com uso de protetor solar diariamente e mais atividades “indoors”, com o declínio dos níveis de vitamina d na população, mesmo em países tropicais como o Brasil.

A principal fonte de vitamina D é a exposição ao sol, que permite ao organismo sintetizar o nutriente. Porém, com as recomendações para evitar a exposição solar prolongada e o uso diário de protetor contra raios UV, é difícil alcançar a meta ideal de sintetização da vitamina D. Alimentos em geral não são fontes ideais do nutriente. Mesmo peixes possuem uma quantidade insuficiente, embora o alimento seja importante por ser fonte de DHA, um lipídio da série ômega 3 que traz diversos benefícios para a saúde ao longo de toda a vida.

Fonte: Lado a Lado pela Vida